domingo, 10 de abril de 2016

Anotações - O Capital (Karl Marx) - Compêndio (Carlos Cafiero)

Anotações 

Primeiramente, ouve a necessidade de distinguir a mercadoria.
Sendo: (1) Mercadoria como item de troca. (2) Mercadoria como item de uso.
Onde ambos tem valores. Base do valor sendo o trabalho humano necessário para produzir essas mercadorias.
Tudo isso tem inicio durante  os períodos sucessores ao  modo de produção feudalista. Surgimento  do modo de  produção operaria. 
Aqui cabe a nós saber também a grandeza do valor, que é medida em tempo.
Portanto a troca ocorre de forma igual, levando em consideração que a mercadoria de uso é para uso, não para troca. 

Produto X = Produto Y, logo podem ser trocados
Tempo X = Tempo Y, podem ser trocados
Tempo/Trabalho necessário ( medido em tempo) X = ||  || Y, podem ser trocados

Pode parecer até complicado, mas não é nada tão matemático e difícil. 
Ao observar algumas das condições que Karl Marx descreve, podemos deduzir outras transgressões em relação a sociedade daquele tempo e a mercadoria.  
A mercadoria é elástica e aumenta seu preço facilmente a partir da força de trabalho, que por sua vez é calculada a partir do trabalhador(Ex: Roupa/ Comida/ Moradia/ Filhos e etc.)
Divide-se toda as despesas do trabalhador pelos dias do ano. E assim saberá o seu salário.

Elementos do processo do trabalho

⚙ Força de trabalho
⚙ Matéria-prima 
⚙ Os meios de trabalho

Alimentado da jornada de trabalho. O capital nasce.

Mais-valia 

A força de trabalho produz um valor maior do que ela sede.

Jornada de trabalho:

A ----- D ----- C ---------------------------- B

A - Inicio.
D - Diminuição da força de trabalho para alimentar a mais-valia.
C - Trabalhos necessários.
B - Fim (máxima de 24h).

Vemos então que mais-valia é tudo aquilo que não é trabalho necessário que por já adquirir o salario do trabalhador, adquiri agora o do capitalista. Exemplo da época: Em duas horas de trabalho o trabalhador adquire a partir de sua força de trabalho o suficiente para o seu salario. Mas agora precisa trabalhar mais, afinal, ele é como um objeto vendido e seu chefe tem total poder sobre ele. Por isso ele trabalha mais dezesseis horas. Se em duas ele produziu cerca de 200 reais, em dezesseis produziu 1600 reais para o capitalista.

Formas de ganhar mais-valia:

Aumentado a jornada de trabalho e diminuindo o trabalho necessário.

Surge agora a cooperação ou vários funcionários:

Vantagens:

* Força de trabalho social
* Economia nos meios de trabalho 
* Aumento da força de trabalho 
* Execução de trabalho mais eficiente

Enfim a manufatura.

Começo aqui com uma fábula utilizada neste livro: Patricio Menénios Agrippa;
Onde o ser é o seu estomago (somente ele) em referencia a manufaturação automatizada.

Acumulo de capital

Juntar riquezas (nutrindo-se sempre da mais-valia)

Aqui jaz alguns modos de produções:

Escravidão (escravo)
Feudal (servo)
Contemporâneo (assalariado)
Operário (mais-valia) 

Lutero dizia neste período; " Todo rico por sua vez é um usuário (cara mal/ pior que Stanas)."

Um pouco relacionado ao Brasil, percebes que devido ao acumulo de capital, surge um investimento maior, quase que incontrolável. (Cortiço)

" ...deste sistema de trabalho cria as 'periferias', que me perguntão, naquela época, qual era o problema que poderia surgir  a partir dessas 'periferias' ? ..." 

Varíola, meu (minha) camarada, Varíola...
  Bélgica - O pior lugar para os operários, o melhor para os capitalistas. 

A Acumulação Primitiva 

Burguesia - Não muito a dizer sobre estes em minhas anotações. Mas digo que finalizo esta com uma frase, que para muitos marxistas é um grito de misericórdia;

" O operário fez tudo, e o operário pode destruir tudo, porque pode fazer tudo denovo" 

Anotações

A cada livro que leio, faço minhas anotações subterrâneas, que são baseadas em três critérios:

  1.   Anotar frases/orações de seres importantes.
  2.  Anotar algo que eu não tinha conhecimento.
  3.  Anotar referencias fantásticas. 

Para entrar no Blogger, ela apenas passa por uma modificação, sendo essa: Representação das anotações para o publico, de forma entendível.

Guilherme Henrique Queiróz Lopes

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sábado, 9 de abril de 2016

Resenha: Joana d'Arc - Filme(1999) de Luc Besson

    Uma mulher que ultrapassou as barreiras impostas pela sociedade do século XV, que lutou pelos seus direitos, enfrentou ao mesmo tempo o rei e a igreja e por fim contra o machismo. Joana d'Arc este é seu nome. Uma mulher  que viveu na França e acreditando ser guiada por Deus, manifestou aos cidadães que vivia em grande guerra e discórdia. A guerra de cem anos já havia começado. Vivendo em um mundo onde a desgraça e a destruição predominam. Joana tem uma visão mais astuta sobre os ingleses, que são os inimigos dos franceses. Joana passa em um tempo pós-feudalismo, onde há lutas entre a burguesia e a religião.
   Ela afirma ser enviada por Deus, sendo então uma Mensageira de Deus, e a partir dessa ideia, ela consegue além de ter apoio do Rei(ou futuro rei) da França para ajuda-la a montar o seu exercito. Joana então por ser Mensageira de Deus e também por ser virgem é "aprovada" pelos compatrícios do rei como uma real Mensageira de Deus e soldada do exercito francês. Isso em parte nos mostra o quanto a sociedade do Séc. XV era baseada em fatos religiosos distorcidos, de forma que para ser um cidadão do bem era preciso seguir varias ordens arcaicas.
   Há uma ideia fixa logo depois que Joana é subjugada e premiada com seu exercito. Essa ideia é ainda vivenciada pelo nossa sociedade, além do mais é dentre tantas a mais retorica: O machismo. Afinal, não ficaria barato uma mulher com cabelos longos, corpo ondulado e face maquiada comanda um exercito de guerreiros de cabelos homólogos, corpo corpulento e face esbravejada. Devido a estes acontecimentos ela resolve cortar seu cabelo prevalecendo a ideia da sociedade: em que cabelos longos são para mulheres, cabelos curtos para homem.
   No entanto ela acaba adquirindo amizades com alguns desses guerreiros e seus compatriotas. Ao prova-los de que ela estava certa e que sabia realmente o que estava fazendo, pois era Mensageira de Deus, os homens a seguem e ganham dos ingleses em vários momentos.
   Nas guerras do Séc XV entre França e Inglaterra, há demasiada violência, furtos, mortes, agressividade, carnificina, queimas, destruição, porradaria, proibição, estupros, fogagem, torturas, arramamentos, prisões, decapitação, surripiação e entre outros. Assim foi para Joana, cuja já não aguentava-se daquela situação. Por fim ao ver esses acontecimentos, deixou de acreditar em suas crenças, duvidou de sua capacidade de ser realmente uma Mensageira de Deus e também por estar sendo repugnada por seu Rei, que acha desnecessário uma mulher lutando e usufruindo dos guerreiros e direitos disponíveis na guerra. 






   No alto de tudo, Joana é condenada por heresia pela monarquia  Inglesa que tende a lutar contra a igreja, pois a igreja acredita depois de vários interrogatórios que Joana não é culpada de heresia. Mas o Rei francês acaba armando uma emboscada e tornando-a uma herética.
   E assim como todo ser que cometeu heresia durante aqueles tempos (em parte o final do feudalismo [V - XV] onde se tem ainda uma presença mais ativa da igreja) é queimado para purificar seu corpo. Queimada por se vestir como "alguém" ou em outras conclusões: Como homem. Joana foi canonizada cinco séculos depois pela igreja católica. Apenas cinco séculos depois. Por ser mulher e não saber escrever, Joana foi por longos tempos duvidada, mas a Inglaterra no Séc. XIX acabou relembrando esta personagem trágica. 

Mensageira de Deus - pessoa que a partir de visões ou contatos com Deus recebe dele o poder de restabelecer a ordem da sociedade(heresia). 

Guilherme Henrique Queiroz Lopes
Leitor Nato
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