sábado, 9 de abril de 2016

Resenha: Joana d'Arc - Filme(1999) de Luc Besson

    Uma mulher que ultrapassou as barreiras impostas pela sociedade do século XV, que lutou pelos seus direitos, enfrentou ao mesmo tempo o rei e a igreja e por fim contra o machismo. Joana d'Arc este é seu nome. Uma mulher  que viveu na França e acreditando ser guiada por Deus, manifestou aos cidadães que vivia em grande guerra e discórdia. A guerra de cem anos já havia começado. Vivendo em um mundo onde a desgraça e a destruição predominam. Joana tem uma visão mais astuta sobre os ingleses, que são os inimigos dos franceses. Joana passa em um tempo pós-feudalismo, onde há lutas entre a burguesia e a religião.
   Ela afirma ser enviada por Deus, sendo então uma Mensageira de Deus, e a partir dessa ideia, ela consegue além de ter apoio do Rei(ou futuro rei) da França para ajuda-la a montar o seu exercito. Joana então por ser Mensageira de Deus e também por ser virgem é "aprovada" pelos compatrícios do rei como uma real Mensageira de Deus e soldada do exercito francês. Isso em parte nos mostra o quanto a sociedade do Séc. XV era baseada em fatos religiosos distorcidos, de forma que para ser um cidadão do bem era preciso seguir varias ordens arcaicas.
   Há uma ideia fixa logo depois que Joana é subjugada e premiada com seu exercito. Essa ideia é ainda vivenciada pelo nossa sociedade, além do mais é dentre tantas a mais retorica: O machismo. Afinal, não ficaria barato uma mulher com cabelos longos, corpo ondulado e face maquiada comanda um exercito de guerreiros de cabelos homólogos, corpo corpulento e face esbravejada. Devido a estes acontecimentos ela resolve cortar seu cabelo prevalecendo a ideia da sociedade: em que cabelos longos são para mulheres, cabelos curtos para homem.
   No entanto ela acaba adquirindo amizades com alguns desses guerreiros e seus compatriotas. Ao prova-los de que ela estava certa e que sabia realmente o que estava fazendo, pois era Mensageira de Deus, os homens a seguem e ganham dos ingleses em vários momentos.
   Nas guerras do Séc XV entre França e Inglaterra, há demasiada violência, furtos, mortes, agressividade, carnificina, queimas, destruição, porradaria, proibição, estupros, fogagem, torturas, arramamentos, prisões, decapitação, surripiação e entre outros. Assim foi para Joana, cuja já não aguentava-se daquela situação. Por fim ao ver esses acontecimentos, deixou de acreditar em suas crenças, duvidou de sua capacidade de ser realmente uma Mensageira de Deus e também por estar sendo repugnada por seu Rei, que acha desnecessário uma mulher lutando e usufruindo dos guerreiros e direitos disponíveis na guerra. 






   No alto de tudo, Joana é condenada por heresia pela monarquia  Inglesa que tende a lutar contra a igreja, pois a igreja acredita depois de vários interrogatórios que Joana não é culpada de heresia. Mas o Rei francês acaba armando uma emboscada e tornando-a uma herética.
   E assim como todo ser que cometeu heresia durante aqueles tempos (em parte o final do feudalismo [V - XV] onde se tem ainda uma presença mais ativa da igreja) é queimado para purificar seu corpo. Queimada por se vestir como "alguém" ou em outras conclusões: Como homem. Joana foi canonizada cinco séculos depois pela igreja católica. Apenas cinco séculos depois. Por ser mulher e não saber escrever, Joana foi por longos tempos duvidada, mas a Inglaterra no Séc. XIX acabou relembrando esta personagem trágica. 

Mensageira de Deus - pessoa que a partir de visões ou contatos com Deus recebe dele o poder de restabelecer a ordem da sociedade(heresia). 

Guilherme Henrique Queiroz Lopes
Leitor Nato
Ajude-me 
Sendo erros ortográficos, erros científicos ou dúvidas de sua parte, adicione aos cementatórios.
Links Uteis


Um comentário: